Vive a vida o mais intensamente que puderes. Escreve essa intensidade o mais calmamente que puderes. E ela será ainda mais intensa no absoluto do imaginário de quem te lê. Vergílio Ferreira
quarta-feira, setembro 7
"O essencial é invisível aos olhos"
Felicidade já não me completa.
Preciso de mais, meu ser tem começado a mandar mensagens de que o necessário agora, não o satisfaz.
Havia percebido, mas tentei fingir à mim e, convencer meu subconsciente de que tudo não passava de momentos fictícios que deveriam ser constantes nos instantes em que escuto músicas lindas/dramáticas.
Só que ele, de fato, necessita de algo que desconheço, talvez impossível. E sim, irreconhecível, me intriga que seja o novo.
E enquanto não o encontro, ou não chega à mim, o foco em que vivo está petrificado em 'nada'. Revejo minhas escolhas e tento entender como fui parar nesse caminho em que não reconheço mais o que me motiva, me torna alegre.
É um andar em círculos, tudo é tão indiferente, chato. São intenções sem fins lucrativos que param na lista mártir da insatisfação.
"De alguma forma o presente passou" e eu quero me libertar do futuro que não entendo como chegou e que o gostar passa longe. É tudo tão estranho, um mundo que não é o bastante.
"Onde diabos eu pensei que eu estava ?"
Texto elaborado a partir de reflecções de músicas do Goo Goo Dolls: Here is Gone, Sympathy e Legião Urbana: Teatro dos Vampiros.
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Thami Silva
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Thami Silva
segunda-feira, agosto 29
"É que hoje estou cansada..."
Cansada de tanta futilidades, banalidades, bobagens, insignificantes, nos (dos) lugares que frequento. Quero pessoas interessantes, amizades que valham a pena, não essas que não me acrescentam nada e homens patéticos/bonitos que dizem olá, e não conseguem atingir bons frutos numa conversa.
Alguém com conteúdo não consegue viver nesse climinha oco por muito tempo. E é isso que vejo acontecer comigo.
Surtos à parte, amores casuais e olhares soltos... perdi o interesse desse nada que me consome.
Necessito de mais e de amor. De compreensão e afeto, e uma pitada de sal com tesão para me deixar mais alegre e com as bochechas rosadas que compensará a realidade fria em que vivo e sou.
Sou daquelas que acreditam no romântismo e que ainda acham que encontrarão sua alma gêmea algum dia, quando for comprar pão na padaria. E que por mais que naquele momento esteje com a cabeça nas nuvens, ele me olhará e na hora saberei que esse é o homem que me mandará flores e cartas amorosas ou pelo menos e-mails, e que encontrarei rosas espalhadas pela casa que estrategicamente farão o caminho para nosso ninho de amor. Será àquele que irá me escrever palavras lindas no espelho embaçado ou que simplesmente me acordará bem cedo para vermos o nascer do sol na praia.
Não sei se entendo o que se passa comigo, ainda fico refletindo se é muita propaganda vista na infância em filmes hollywoodianos e que hoje tormentam a minha maturidade, ou, que na verdade é um medo escondido nas impossiblidades.
Mas quero viver do intenso, do corpo, alma, sem fronteiras, pausas, interrupções.
Quero me doar e ser transbordada por alguém que sonhei em no fim, só completar.
Preciso de uma mão segurando a minha quando estou assustada com relâmpagos e trovões; de um afago quando nada daquilo que deveria dar certo, estiver dando. Almejo carinhos sem motivos iniciais, porém que importem e demonstrem tudo.
Certa vez me disseram que querer nem sempre é poder, todavia é ter esperanças que um dia aconteça, o problema é o "esperar" que só chega quando bem entende. Não sou paciente, em contrapartida venho esperando muito.
Só sei que se não for para viver assim, de paixão avassaladora; amor juvenil, meigo, simples e sincero; não quero, prefiro até viver de solidão, essa talvez, nunca minta para mim.
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Thami Silva
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domingo, agosto 28
Os Desastres de Sofia
... E mesmo agora ainda não sei o que vi, só que para sempre e em um segundo eu vi - assim eu nos entendi, e nunca saberei o que entendi.
Nunca saberei o que entendo.
O que quer que eu tenha entendido no parque foi, com um choque de doçura, entendido pela minha ignorância.
Ignorância que ali em pé - numa solidão sem dor, não menor que a das árvores - eu recuperava inteira, a ignorância e a sua verdade incompreensível.
(...)
Tudo o que em mim não prestava, era o meu tesouro.
Livro: Felicidade Clandestina.
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Thami Silva
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domingo, agosto 7
Espera...
Não me digas adeus, ó sombra amiga,
Abranda mais o ritmo dos teus passos;
Sente o perfume da paixão antiga,
Dos nossos bons e cândidos abraços!
Sou a dona dos místicos cansaços,
A fantástica e estranha rapariga
Que um dia ficou presa nos teus braços...
Não vás ainda embora, ó sombra amiga!
Teu amor fez de mim um lago triste:
Quantas ondas a rir que não lhe ouviste,
Quanta canção de ondinas lá no fundo!
Espera... espera... ó minha sombra amada...
Vê que pra além de mim já não há nada
E nunca mais me encontras neste mundo!...
Abranda mais o ritmo dos teus passos;
Sente o perfume da paixão antiga,
Dos nossos bons e cândidos abraços!
Sou a dona dos místicos cansaços,
A fantástica e estranha rapariga
Que um dia ficou presa nos teus braços...
Não vás ainda embora, ó sombra amiga!
Teu amor fez de mim um lago triste:
Quantas ondas a rir que não lhe ouviste,
Quanta canção de ondinas lá no fundo!
Espera... espera... ó minha sombra amada...
Vê que pra além de mim já não há nada
E nunca mais me encontras neste mundo!...
Florbela Espanca
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Thami Silva
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Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
Escrever nem uma coisa Nem outra -
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.
Manoel de Barros - O Guardador de Águas
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Thami Silva
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sábado, agosto 6
O Pêssego
... Mas é no tato
Que a fonte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo.
O tato é mais que o ver
É mais que o ouvir
É mais que o cheirar.
É pelo beijo que o amor se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme da carne grita
E se abre docemente
Como um pêssego de Deus.
Manoel de Barros
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quarta-feira, agosto 3
Um Casal
Eles agora viviam, sentiam.
Ela percebeu o quanto era sensato os porquês dele, e mesmo sem entender o amor falava mais alto, no fim, era o que importava.
Ele, na medida que a tinha por perto, soube que nunca mais conseguiria deixar aquele sorriso longe de seu peito, temia que acontecesse, doeria.
Aquele ano guardou algo de bom em suas vidas. O mundo refletiu a beleza daquela união.
Jeito tão difícil de demonstrar a paixão para eles que eram tímidos, no entanto, hoje, os carinhos saíam despretensiosos, visíveis, simples, alegres, se surpreendiam.
De fato, amavam. E era tão gostoso estar daquela forma, mal sabiam que era inspirador.
A convivência tava sendo tão boa, os risos e sorrisos rolavam soltos, olhares sinceros, beijos doces e provocantes.
Curtiam, curtiram, até os últimos dias, horas, minutos do romantismo, mas, necessitavam também da seriedade, amadureceram. Decidiram viver juntos, para sempre, criando um ser de bençãos que o amor uniu.
Viveram, sentiram, e viram, amores despreocupados, relaxados, amigáveis, crescendo, respirando, tomando forma, como o deles, e se tornarem felicidade até o fim de suas vidas.
Thami Silva
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Thami Silva
segunda-feira, julho 25
Não Fica
Aquela gente encantada,
Que chegava e seguia
Era disso que eu tinha medo,
Que chegava e seguia
Era disso que eu tinha medo,
o que não ficava pra
sempre...
Ana Carolina - Dadivosa
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Thami Silva
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A Maçã no Escuro
A essa altura já se havia habituado à música estranha que de noite se ouve e que é feita da possibilidade de alguma coisa piar e da fricção delicada do silêncio contra o silêncio. Era um lamento sem tristeza. (...) Mas se a brandura era o modo como se ouvia a noite, para a noite a brandura era a sua própria espada, e na brandura a noite toda estava contida. O homem não se deixou enfeitiçar pela delícia que sentiu na suavidade; adivinhava que léguas além a escuridão sabia que ele estava ali. Manteve-se pois em espreita, tendo sob um perfeito controle os meios de comunicação da noite.
Clarice Lispector - A maçã no Escuro
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domingo, julho 24
Toda mulher é...
Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida (...)Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Martha Medeiros
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Martha Medeiros
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Thami Silva
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quarta-feira, julho 20
Feliz Dia do Amigo !!!
Um grande abraço a todos os meus amigos, tantos os de longe como os que convivem mais pertinho.
Todos fizeram e fazem parte de minha história, de mim, erros e acertos.
Os dedico Fabrício Carpinejar, apreciem !

O amigo é aquele que tem todos os motivos para desistir de você e não desiste. Você fez por merecer a separação. Exagerou. Afastou o abraço, gritou que ele não o compreende. Mas o amigo entende até na incompreensão. Aguarda entender.
Eu preciso de um amigo que não me renuncie quando já desisti. Que me lembre de não desistir. Que seja insistente como o esquecimento dos velhos. Que desperte o meu humor no desespero, que se desespere com a ausência de notícias.
Um amigo que não numere as páginas do livro. Toda página pode ser a mesma. Um amigo que sopre meu rosto perto de sua boca, como uma gaita de mão. Um amigo capaz de esconder seu amor para proteger a amizade e de me aconselhar a seguir o que ele tinha vontade.
Um amigo que desconheça minha infância para repeti-la, que conheça minhas dores para não tocá-las, que assobie minha alegria para alardeá-la. Que não me torture com os meus defeitos. Que me perdoe por não ser como ele. Aliás, que me agradeça por não ser igual a ele.
Um amigo que não use meus segredos para ganhar outros amigos. Um amigo que abra o vidro do carro para apanhar o resto do céu. Que cante alto no volante no momento em que ansiava pelo silêncio e me obrigue a dispensar a timidez para desafinar junto. Na estrada, o vento também canta de olhos fechados.
Um amigo com cheiro de cortina. Isso: cheiro de cortina, com a experiência de enrolar várias e várias vezes o corpo na cortina. E que tenha recebido beijos dos pais com o tecido arregalado no rosto. Quem se escondeu na cortina deu giros dentro de si e de seus problemas e aprendeu a regressar.
O amigo do primeiro desejo, não do último. O amigo que não me espera no recreio, o amigo que me espera no final da aula. O amigo que é a haste do mar, que não fica de pé no barco, para não desequilibrá-lo.
Não quero um amigo que fuja na primeira ofensa, que se isole ofendido num canto, amarrado no orgulho, condicionado às palavras. Um amigo que não fale por mim, que fale através de mim. Não quero um amigo que me ofenda porque não atendi suas expectativas.
Amigo não tem expectativa, tem esperança. O amigo vai procurá-lo não sendo necessário. Vai aumentá-lo enquanto está diminuído e vai diminuí-lo para preveni-lo da ambição.
O amigo é do contra, ao seu lado. O amigo dirá as verdades por respeito, não se eximirá de opinar, tudo com zelo e contenção. Não abandonará a corda da pandorga ainda que ela sirva de fio telefônico para chuva.
Tive amigos que se fecharam, desapareceram, que me trocaram por uma fofoca, que chegaram à porta e recuaram ao portão. Esses amigos não foram amigos, se é amigo só depois da amizade. Depois de sofrer com a amizade. O amigo é como um irmão, que se briga feio, se discute aos pontapés e palavrões e volta a se falar. Volta a se falar porque é irmão.
O amigo sempre volta. Pensando bem, não volta, nunca saiu do lugar. Ele é a rua que atravesso para chegar em casa.
Todos fizeram e fazem parte de minha história, de mim, erros e acertos.
Os dedico Fabrício Carpinejar, apreciem !

"Preito aos meus amigos"
O amigo é aquele que tem todos os motivos para desistir de você e não desiste. Você fez por merecer a separação. Exagerou. Afastou o abraço, gritou que ele não o compreende. Mas o amigo entende até na incompreensão. Aguarda entender.
Eu preciso de um amigo que não me renuncie quando já desisti. Que me lembre de não desistir. Que seja insistente como o esquecimento dos velhos. Que desperte o meu humor no desespero, que se desespere com a ausência de notícias.
Um amigo que não numere as páginas do livro. Toda página pode ser a mesma. Um amigo que sopre meu rosto perto de sua boca, como uma gaita de mão. Um amigo capaz de esconder seu amor para proteger a amizade e de me aconselhar a seguir o que ele tinha vontade.
Um amigo que desconheça minha infância para repeti-la, que conheça minhas dores para não tocá-las, que assobie minha alegria para alardeá-la. Que não me torture com os meus defeitos. Que me perdoe por não ser como ele. Aliás, que me agradeça por não ser igual a ele.
Um amigo que não use meus segredos para ganhar outros amigos. Um amigo que abra o vidro do carro para apanhar o resto do céu. Que cante alto no volante no momento em que ansiava pelo silêncio e me obrigue a dispensar a timidez para desafinar junto. Na estrada, o vento também canta de olhos fechados.
Um amigo com cheiro de cortina. Isso: cheiro de cortina, com a experiência de enrolar várias e várias vezes o corpo na cortina. E que tenha recebido beijos dos pais com o tecido arregalado no rosto. Quem se escondeu na cortina deu giros dentro de si e de seus problemas e aprendeu a regressar.
O amigo do primeiro desejo, não do último. O amigo que não me espera no recreio, o amigo que me espera no final da aula. O amigo que é a haste do mar, que não fica de pé no barco, para não desequilibrá-lo.
Não quero um amigo que fuja na primeira ofensa, que se isole ofendido num canto, amarrado no orgulho, condicionado às palavras. Um amigo que não fale por mim, que fale através de mim. Não quero um amigo que me ofenda porque não atendi suas expectativas.
Amigo não tem expectativa, tem esperança. O amigo vai procurá-lo não sendo necessário. Vai aumentá-lo enquanto está diminuído e vai diminuí-lo para preveni-lo da ambição.
O amigo é do contra, ao seu lado. O amigo dirá as verdades por respeito, não se eximirá de opinar, tudo com zelo e contenção. Não abandonará a corda da pandorga ainda que ela sirva de fio telefônico para chuva.
Tive amigos que se fecharam, desapareceram, que me trocaram por uma fofoca, que chegaram à porta e recuaram ao portão. Esses amigos não foram amigos, se é amigo só depois da amizade. Depois de sofrer com a amizade. O amigo é como um irmão, que se briga feio, se discute aos pontapés e palavrões e volta a se falar. Volta a se falar porque é irmão.
O amigo sempre volta. Pensando bem, não volta, nunca saiu do lugar. Ele é a rua que atravesso para chegar em casa.
Os Amigos Invisíveis
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade.
Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa.
Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva?
A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto.
É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios.
São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade.
Aqueles que não estão perto podem estar dentro.
Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente.
Não vou mentir a eles "vamos nos ligar?" num esbarrão de rua.
Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados.
Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos.
Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação.
Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca.
É glicose no sangue.
A serenidade.

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Thami Silva
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Relatos
sexta-feira, julho 8
Expo 2011 com as Melhores ! *-*
Estranhamente agradável é ficar super feliz com um longo dia tumultuado.
Agradável, pois no fim houve a diversão dos amigos, dos sorrisos, dos flertes, dos amassos.
Livremente intenso, interessante; infelizmente terminável.
Sentir, ouvir, olhar, todos os cincos sentidos apurados momentâneamente com um prazer sensível.
Ótimo dia, ótimas semanas, imagens que não terão o esquecimento como padrão futuro.
Que se repitam !
- Estar com os amigos é bom demais ! -
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Thami Silva
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