quinta-feira, abril 12


Ingênua água que cai, modesta, sonhadora
Jorra de tristeza, teme a solidão 
Com a liberdade que possui, sente medo
É limpida, singela, com temor abundante, fria. 

Sente falta da luz, da paz.
Tem passado por vales tenebrosos, negros, imundos.

Seu destino é longo, trajetória rara até o infinito. 
Mas necessita de amparo, de um sim. 

O tempo só espera, mas ela flui.
Impaciente pelo mar calmo.

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