Ingênua água que cai, modesta, sonhadora
Jorra de tristeza, teme a solidão
Com a liberdade que possui, sente medo
É limpida, singela, com temor abundante, fria.
Sente falta da luz, da paz.
Tem passado por vales tenebrosos, negros, imundos.
Seu destino é longo, trajetória rara até o infinito.
Mas necessita de amparo, de um sim.
O tempo só espera, mas ela flui.
Impaciente pelo mar calmo.
