Cansada de tanta futilidades, banalidades, bobagens, insignificantes, nos (dos) lugares que frequento. Quero pessoas interessantes, amizades que valham a pena, não essas que não me acrescentam nada e homens patéticos/bonitos que dizem olá, e não conseguem atingir bons frutos numa conversa.
Alguém com conteúdo não consegue viver nesse climinha oco por muito tempo. E é isso que vejo acontecer comigo.
Surtos à parte, amores casuais e olhares soltos... perdi o interesse desse nada que me consome.
Necessito de mais e de amor. De compreensão e afeto, e uma pitada de sal com tesão para me deixar mais alegre e com as bochechas rosadas que compensará a realidade fria em que vivo e sou.
Sou daquelas que acreditam no romântismo e que ainda acham que encontrarão sua alma gêmea algum dia, quando for comprar pão na padaria. E que por mais que naquele momento esteje com a cabeça nas nuvens, ele me olhará e na hora saberei que esse é o homem que me mandará flores e cartas amorosas ou pelo menos e-mails, e que encontrarei rosas espalhadas pela casa que estrategicamente farão o caminho para nosso ninho de amor. Será àquele que irá me escrever palavras lindas no espelho embaçado ou que simplesmente me acordará bem cedo para vermos o nascer do sol na praia.
Não sei se entendo o que se passa comigo, ainda fico refletindo se é muita propaganda vista na infância em filmes hollywoodianos e que hoje tormentam a minha maturidade, ou, que na verdade é um medo escondido nas impossiblidades.
Mas quero viver do intenso, do corpo, alma, sem fronteiras, pausas, interrupções.
Quero me doar e ser transbordada por alguém que sonhei em no fim, só completar.
Preciso de uma mão segurando a minha quando estou assustada com relâmpagos e trovões; de um afago quando nada daquilo que deveria dar certo, estiver dando. Almejo carinhos sem motivos iniciais, porém que importem e demonstrem tudo.
Certa vez me disseram que querer nem sempre é poder, todavia é ter esperanças que um dia aconteça, o problema é o "esperar" que só chega quando bem entende. Não sou paciente, em contrapartida venho esperando muito.
Só sei que se não for para viver assim, de paixão avassaladora; amor juvenil, meigo, simples e sincero; não quero, prefiro até viver de solidão, essa talvez, nunca minta para mim.



