domingo, agosto 28

Os Desastres de Sofia


... E mesmo agora ainda não sei o que vi, só que para sempre e em um segundo eu vi - assim eu nos entendi, e nunca saberei o que entendi. 
Nunca saberei o que entendo. 
O que quer que eu tenha entendido no parque foi, com um choque de doçura, entendido pela minha ignorância. 
Ignorância que ali em pé - numa solidão sem dor, não menor que a das árvores - eu recuperava inteira, a ignorância e a sua verdade incompreensível. 
(...) 
Tudo o que em mim não prestava, era o meu tesouro. 


Livro: Felicidade Clandestina.

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