quarta-feira, janeiro 18

Um campo


Clareia mas não se vê o sol.
Tem silêncio e estreita neblina.
Gotas de orvalho refrescam lírios, camélias, margaridas.
Naquele mundinho há vida, com verdes, ventos e perfumes.
Tudo minucioso, cada um com seu valor nesse vendaval de delicadezas preciosas.

Vejo uma borboleta, com antenas descontroladas à procura de cor. Faminta, coitada, suga tudo com habilidade, não escolhe e apenas suga.
Vejo um passarinho azulzinho, preguiçoso, não sabia que a hora era de levantar para colher, porém não tinha culpa, não amanheceu.
Vejo folhas e frutos caidos no campo, formigas trabalhando, abelhas produzindo e insetos zumbindo, cantando sua famosa melodia de chegada.

Invade um som alto vindo de cima, as criaturinhas se assustam, e correm, voam, se escondem até o "mal" passar. Nem se quer dão bom dia aos vizinhos, não houvera sorrisos, conversas, encantos, preferiram suas casas, cheiros, família.

Esperando o sumiço a chuva cai, e mais um outono se aproxima. 

Thami Silva

2 comentários:

  1. Outono de sonho... lindo presságio... quanta inspiração! Campo de vastos pensamentos... sons, cores... belo post!

    Thami, aproveito p/ agradecer o carinho no meu blog ontem, tá? OBRIGADA!!!!

    Bjss... de coração!

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  2. Uma descrição muito realista!
    Gostei do estilo!
    Bjo

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