" O pior de mentir é que cria falsa verdade. (Não, não é tão óbvio como parece, não é truísmo; sei que estou dizendo uma coisa e que apenas não sei dizê-la do modo certo, aliás, o que me irrita é que tudo tem de ser "do modo certo", imposição muito limitadora.) O que é mesmo que eu estava tentando pensar? Talvez isso: se a mentira fosse apenas a negação da verdade, então este seria um dos modos (negativos) de dizer a verdade. Mas a mentira pior é a mentira "criadora". (Não há dúvida: pensar me irrita, pois antes de começar a pensar eu sabia muito bem o que eu sabia)."
Clarice Lispector
Odeio mentiras. Porém sem hipocrisias, sei que todos mentem mesmo sendo algo terrível..
Contudo, sabendo desse fato, pasmo quando deparo com mentiras tão 'deslavadas', essas na qual jurávamos ser verdade e no fim, não passava de ilusão.
Contudo, sabendo desse fato, pasmo quando deparo com mentiras tão 'deslavadas', essas na qual jurávamos ser verdade e no fim, não passava de ilusão.
Pois bem, ontem descobri que uma pessoa mentiu descaradamente e me chocou.
Não com a bendita mentira, e sim no porquê dela, que na verdade não há bem o porquê pois na minha concepção é algo tão insignificante que não faz sentido.
O mentiroso é alguém que conheço recentemente e não imaginava que mentiria tão rápido para mim. É me enganei, a humanidade sempre surpreende.
A partir disso, quis entender melhor sobre o tema, e queridos internautas para quê serve o Google.com ?! rs
Nele, achei uma pesquisa interessante e postarei o que tem mais haver sobre meu relato, e para quem quiser lê-lo na íntegra é só apertar Inpaonline.com.br.
Por que as pessoas mentem?

Há uma área de pesquisa em psicologia que se chama “correspondência entre o fazer e o dizer”, que investiga as variáveis relacionadas ao que se pode chamar de “dizer a verdade” ou “contar mentira”. Estudos têm investigado situações geradoras da apresentação de relato coerente (verdade) ou relato incoerente (mentira). Os parágrafos a seguir estão baseados numa interpretação dos achados desses autores.
Pode-se dizer que há uma dicotomia, que seria falar a verdade, ou seja, descrever de forma coerente fatos acontecimentos comportamentos ou contar mentira, que seria apresentar uma afirmação pouco adequada ou incompatível com o que, de fato, ocorreu. Tanto falar a verdade quanto contar uma mentira, são comportamentos verbais aprendidos e mantidos pelas conseqüências que produzem, em primeiro lugar, para aquele que fala.
Assim, se alguém é beneficiado por contar uma mentira, tal comportamento pode ser aprendido. Se mentir mais vezes trouxer “vantagens”, ele será mantido em alta frequência. É importante, ainda, considerar que o comportamento de mentir pode afastar ou adiar consequências desagradáveis, como no exemplo do marido infiel que insiste em dizer à sua mulher que não cometeu traição. Assim sendo, mentir também seria aprendido e mantido.
As crianças mentem com frequência para seus pais quando estes costumam repreendê-las pelo que fazem, quando punem deliberadamente seus relatos sobre o que consideram ser errado ou quando limitam muito as possibilidades sobre o que as crianças podem fazer. Então, elas mentiriam para ter a oportunidade de brincar com um coleguinha que não é benvisto pela sua família, mentiriam sobre ter realizado a tarefa de casa para assistir ao seu desenho favorito.
É necessário diferenciar o comportamento de mentir enquanto relato em desacordo com acontecimentos/ fatos do relato impreciso sobre algo pela falta de habilidade em descrever. Na mentira, uma pessoa tem consciência de que (sabe que) sua descrição não é coerente com o que fez. Por outro lado, uma secretária pode relatar (incoerentemente) ao chefe que entrou na primeira sala à direita do corredor da empresa e não atendeu à solicitação dele porque a sala estava fechada. Ela apresenta este relato (que não é verdadeiro) por não ter aprendido a diferença entre esquerda e direita.
É caros leitores, como disse, a mentira já nasce conosco, literalmente.
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